“O Mundo e a Era do vazio” - Aveiro, 6 Maio 2009, 17h20 pm
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Queremos recordar com este título o Mundo e a Era.
Partimos do princípio que o “Mundo” é vazio sem cor e por isso sem vida e que a vida Superior, digo força ainda tão desconhecida nas mais diversas dimensões, permitiu assim a grande faceta da vida. Faceta essa que nos é concedida, o grande privilégio da liberdade, essa mesma que vamos esgotando e por isso nos aprisionando, assim também não aproveitando a oportunidade da Luz hoje existente na Terra e mergulhando na Sua vasta imensidão.
Eis que toda a Cosmicidade é sábia e essa Grande Sabedoria permitiu assim grandes dimensões além de toda esta vida, terra palpável tocada por nós. Daí, para que a vida acontecesse se manifesta o irmão Sol, com os seus milhares de raios, digo expansão de Luz, eles mesmo também numa continuidade do seu próprio descobrir isto tudo, por aqueles que se dedicam assim neste plano de Terra e de esclarecer esta escuridão tão humana, eles mesmo então na pesquisa da grande dimensão Espaço - Luz, que dela ainda são somente sabedores de uma pequena parte contida nesse todo que Ela é.
Esses raios que contém todas as cores, que contém todas as vibrações, todas as melodias, todas as formas de vida que possamos aceitar como vida aqui, vão mesmo até ao pequeno vegetal, ao pequeno mineral, ao pequeno grão de areia, todo ele absorve, imbuído desse Raio - Vida, o irmão Sol. Nossa é toda esta Harmonia, de um conjunto, de uma conjectura Harmoniosa para a própria vida. Foi-nos assim possível começar o preencher o mundo da Era e agora do Homem, para que ambos se tornem menos vazios e se preencham na sua alvura, brancura, que é o seu viver.
E eis que a grande liberdade humana, liberdade conduzida pela inteligência, pelo desbravar e pela dedicação e por um trabalho intenso da sua própria descoberta do Homem, permitindo também o distanciamento da sua própria origem, permitiu-lhe o anular a ética da sua própria vida, descontente ainda, que se encontra, pelas melhorias terrenas, os melhores confortos, as melhores habitações, as melhores iguarias, as melhores locomoções, enfim! Vida que se tem enriquecido no plano da matéria, para assim proporcionar um maior conforto nesta que é para alguns a grande passagem, tão difícil na Terra. Fomos sem nos apercebermos, ultrapassando os limites a que quero chamar de autorização da vida em harmonia. Avançamos, descobrimos, uns foram ficando mais ricos, outros empobrecidos, mesmo ainda nos permitimos confundir tal pobreza e riqueza, somente com a nossa visão exterior da vida. O mundo está cheio em valor, cheio de habitações, cheio de veículos, cheio da vida humana! A Era, esta Era, essa se encontra vazia porque esse homem que preenche este globo dito terrestre se encontra preenchido de muitos bens, de muitas necessidades, para as quais vive, se tornando um escravo de si mesmo. Se preenche, se descontrola, abusa e caminha, caminha para viver no vazio de uma Era, que se encontra vazia e que todavia, ela tem a expectativa de preencher.
O propósito deste texto, ao qual eu não lhe pretendo chamar estudo, porque estudo será um meditar deste texto na vida de todos os dias, é de apelar ao Homem. Homem...! Homem...! Homem que se aprisiona e aniquila a ele mesmo. Que se liberte! Que saia do seu condicionamento, que saia da sua própria prisão, que tenha a ousadia pela sua vida, desejar, vivificar a verdadeira vida. Ela que se tornará então RICA, no seu ser, ele próprio agora dominante na sua acção, dominante somente no Sentir na acção do Servir, “DHARMA”, para que caminhe, nestas veredas do vazio, veredas que se alargam, mas que convidam aquele que nela caminha, no estreitar desse caminho a apelar ao adormecido que acorde, para que enfim no seu mundo se torne um mundo preenchido de um amanhecer e não mais perdido no vazio do Ser!
Fernanda Francisco
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